domingo, 29 de agosto de 2010

DOMINGO 29 de agosto

As leituras, particularmente a do Evangelho, elucidam o caminho da Santa Missa. A liturgia da Palavra vai de encontro ao Espírito Santo que nos “recorda” tudo o que Cristo nos fez. Não só nos Recorda, mas nos atualiza seus ensinamentos e o seu único sacrifício.
Partindo disto, o Evangelho segundo São Lucas 14, 1.7-14, nos diz:
Jesus entrou num sábado em casa de um fariseu notável, para uma refeição; eles o observavam. Observando também como os convivas escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes a seguinte parábola: Quando fores convidado às bodas, não te sentes no primeiro lugar, pois pode ser que seja convidada outra pessoa de mais consideração do que tu, e vindo o que te convidou, te diga: Cede o lugar a este. Terias então a confusão de dever ocupar o último lugar. Mas, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, passa mais para cima. Então serás honrado na presença de todos os convivas. Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado. Dizia igualmente ao que o tinha convidado: Quando deres alguma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem os parentes, nem os vizinhos ricos. Porque, por sua vez, eles te convidarão e assim te retribuirão. Mas, quando deres uma ceia, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos. Serás feliz porque eles não têm com que te retribuir, mas ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos”.
Jesus nos fala de humildade e nos remete ao livro de Provérbios 25, 6-7, que diz:
Não te faças de pretensioso diante do rei, não te ponhas no lugar dos grandes. É melhor que te digam: Sobe aqui!, do que seres humilhado diante de um personagem”.
É nesta direção que se destina a oração que fazemos antes da liturgia da palavra, na qual dizemos “Deus do universo, fonte de todo o bem, derramai em nossos corações o vosso amor e estreitai os laços que nos unem convosco para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Seguindo a cronologia da Liturgia da Santa Missa teremos as leituras.
Eclesiástico 3, 19-21.30-31
Meu filho, faze o que fazes com doçura, e mais do que a estima dos homens, ganharás o afeto deles. Quanto mais fores elevado, mais te humilharás em tudo, e perante Deus acharás misericórdia; porque só a Deus pertence a onipotência, e é pelos humildes que ele é (verdadeiramente) honrado. Não há nenhuma cura para a assembléia dos soberbos, pois, sem que o saibam, o caule do pecado se enraíza neles. O coração do sábio se manifesta pela sua sabedoria; o bom ouvido ouve a sabedoria com ardente avidez”.

Salmo Responsorial 67 (68)
COM CARINHO PREPARASTES UMA MESA PARA O POBRE.

- Os justos se alegram na presença do Senhor rejubilam satisfeitos e exultam de alegria! Cantai a Deus, a Deus louvai, cantai um salmo a seu nome! O seu nome é Senhor: exultai diante dele!
- Dos órfãos Ele é pai, e das viúvas protetor: é assim o nosso Deus em sua santa habitação. É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados, quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura.
- Derramastes lá do alto uma chuva generosa, e vossa terra, vossa herança, já cansada, renovastes; e ali vosso rebanho encontrou sua morada; com carinho preparastes essa terra para o pobre.

Carta aos Hebreus 12,18-19.22-24a
Em verdade, não vos aproximastes de uma montanha palpável, invadida por fogo violento, nuvem, trevas, tempestade, som da trombeta e aquela voz tão terrível que os que a ouviram suplicaram que ela não lhes falasse mais. Vós, ao contrário, vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celestial, das miríades de anjos, da assembléia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição, enfim, de Jesus, o mediador da Nova Aliança”.

Nós pedimos a Deus, fonte de todo o bem, no início da oração numero 4 “derramai em nossos corações o vosso amor”. Interessante que em Eclo 3, 19 lemos:
“Meu filho, faze o que fazes com doçura, e mais do que a estima dos homens, ganharás o afeto deles”.
Este texto é da versão da Bíblia Ave Maria. Mas na versão CNBB e na Jerusalém leremos que fazendo [nossos negócios/trabalhos] com doçura seremos AMADOS mais que um homem generoso. Aqui (na oração e no versículo) somos chamados a clamar aquilo que necessariamente importa: o amor. E percebemos que com simplicidade seremos amados por Deus que gera o seu amor na humildade, afinal “Jesus nasceu na humildade de um estábulo, em uma família pobre”[1]. Nasceu de uma Mãe humilde (Lc 1, 48).
Acho que esta tradução condiz melhor com o restante do texto que nos inclina para uma humildade independente de nossa situação ou posição (Eclo 3, 20).
Quando rogamos para que Ele estreite “os laços que nos unem convosco” e o fazemos em Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo, estamos, em outras palavras, realçando um dos aspectos da Igreja-Corpo de Cristo: a unidade de todos os membros entre si por sua união com Cristo. Mas como assim? O que tem a ver com as passagens?
Quando a Palavra do Senhor nos diz para sermos humildes quanto mais formos elevados/grandes (Eclo 3, 20-21) nos fala como exemplo do próprio Cristo. Vemos na carta aos Filipenses:
Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2, 6-8).
Se Cristo, que é Deus, se fez o mais humilde dos homes, sendo exaltado soberanamente (Fl 2, 9), a sua Igreja-Corpo de Cristo também o deverá ser. Conseqüentemente também seus membros, que somos nós.
Mas para isso é preciso que escutemos a sabedoria. E se o caule do pecado se enraíza nos soberbos (Eclo 3, 28), ao contrário senso a Raiz da sabedoria é o temor a Ele (Eclo 1, 20). Esta sabedoria é o próprio Cristo saído do tronco de Jessé:
Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria” (Isaías 11, 1-2ª)
Esta certeza nos faz responder ao Senhor no salmo “COM CARINHO PREPARASTES UMA MESA PARA O POBRE”. Esse pobres são os que acolhem [a boa nova] com o coração humilde[2]. A nossa escuta e o nosso coração humilde nos fazem estreitar os laços que nos unem a Cristo Jesus.
Neste sentido vemos a comparação das duas montanhas da carta aos hebreus que se relacionam com os dois filhos de Abraão.  A primeira montanha palpável, com seu fogo e nuvens e trombetas, tem seu paralelo na filha da escrava e significa o monte Sinai, que gera para a escravidão (Gl 4, 22.24-25), onde só a lei servia e não havia intimidade com Deus, apenas distância e medo como escrito no Êxodo:
(...)o Senhor descerá à vista de todo o povo sobre o monte Sinai. Fixarás ao redor limites ao povo, e dir-lhe-ás: guardai-vos de subir o monte ou de tocar a sua base! Se alguém tocar o monte, será morto. Na manhã do terceiro dia, houve um estrondo de trovões e de relâmpagos; uma espessa nuvem cobria a montanha e o som da trombeta soou com força. Toda a multidão que estava no acampamento tremia. O som da trombeta soava ainda mais forte; Moisés falava e os trovões divinos respondiam-lhe”. (Ex 19, 11b-12.16.18)
Mas a segunda é a Jerusalém celeste representada pelo filho da promessa que é Isaac, e, assim como ele somos nós. Nós somos os filhos desta promessa:
Mas a Jerusalém lá do alto é livre e esta é a nossa mãe, porque está escrito: Alegra-te, ó estéril, que não davas à luz; (...)Como Isaac, irmãos, vós sois filhos da promessa”. (Gl 4, 26-27a.28)
Mas para isso é preciso ter o selo da promessa que nos diz o livro do Apocalipse:
Eu vi ainda: o Cordeiro estava de pé no monte Sião, e perto dele cento e quarenta e quatro mil pessoas que traziam escritos na fronte o nome dele e o nome de seu Pai”.
Quando dizemos que este estreitamento com Deus irá alimentar em nós o que é bom, assumimos que a sua palavra nos aproxima da perfeição. Palavra esta que não se resume aquilo que está escrito na Bíblia, mas a palavra atuante em nós pelos Sacramentos, inclusive o Sacramento Eucarístico que será dado na segunda parte da Missa.
Guardar com solicitude o que [Deus] nos destes é a nossa parte. E novamente, aqui entra o papel do Cristo-Igreja que nos Instrui. Se cristo nos chama a humildade, pela qual chegamos a promessa, alegremo-nos, pois ele preparou uma mesa para nós.


[1] Catecismo da Igreja Católica nº 525;
[2] Catecismo da Igreja Católica nº 544;

quinta-feira, 13 de maio de 2010

CELIBATO CLERICAL: POR QUE OS PADRES NÃO PODEM SE CASAR?

Antes de mais nada, é preciso dizer que o celibato de padres e freiras, bem como de todos aqueles que fazem voto de castidade perante Deus e a Igreja, não é um Dogma (matéria de fé), mas apenas uma norma disciplinar interna da Igreja. Como tal, a Igreja poderá alterar esta disposição ao longo do tempo.

De fato, por não se tratar de um Dogma, não há obrigação para que os católicos concordem incondicionalmente com tal regra. No entanto, devido a tantas confusões que o público faz quando se trata do assunto, é interessante saber por que a Igreja optou pelo celibato de seus religiosos.

De fato o celibato auxilia o sacerdote que, não tendo todas as obrigações de chefe de família, pode dedicar-se plenamente a sua missão de evangelizador. Vemos aqui um casamento com a Igreja.

É provável que nem todos os discípulos eram celibatários no momento de seus chamados. São Pedro já havia sido/era casado, mas a maioria era celibatária (até por serem Jovens quando chamados por Cristo). O próprio Jesus Cristo se manteve celibatário.

Com o tempo, os bispos e presbíteros da Igreja vão percebendo que esta condição mais próxima de Cristo era também a mais eficaz para o trabalho de evangelização. De fato, um pai de família não tem o mesmo tempo para cuidar da messe que um solteiro. Sem falar em outras questões, como a necessidade de se deslocar de uma região para outra.

Neste sentido, é que em 303 d.C. o Concílio de Elvira (Espanha) recomenda o celibato como norma para os religiosos. É fato que o Concílio apenas foi de encontro a uma realidade que já se fazia presente na Igreja.

Da mesma forma que várias instituições têm suas normas internas, a Igreja também as tem, com todo o dever e legitimidade para tanto. Ninguém é obrigado a ser padre, freira ou monge, mas caso decida por esta bela opção de vida, sabe das responsabilidades que está para assumir.

Haveria ideal maior do que procurar servir plenamente a Cristo?

MAS O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE O CELIBATO DOS SACERDOTES?

De fato seria estranho conjugar a obrigação do celibato com a ordem dada pelo próprio Deus em Gn 1, 28, qual seja “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”. Afinal, o celibato vai contra a palavra de Deus?

De fato o celibato NUNCA foi contra a palavra de Deus, ao contrário homens como São Paulo, João Batista e o próprio Cristo seriam contra a palavra de Deus. A ordem de Gn 1, 28 não pode ser entendida como uma regra individual, mas um mandamento para a humanidade em geral (dado todo o contexto histórico deste escrito que se refere ao povo ainda escravo na Babilônia).

Logo o celibato não atesta ser o sexo algo condenável. Nem poderia vez que o sexo faz parte do Matrimônio, Sacramento da Igreja, exercendo a função de complementação entre o homem e a mulher, bem como a geração da vida. Funções, aliás, bem mais nobres do que outras que a sociedade moderna elegeu como justificativas das libertinagens a que hoje assistimos.

Então como justificar, usando apenas a Bíblia, que o celibato sacerdotal tem raiz nos Evangelhos?

Muito simples. Deve-se começar analisando, pela bíblia, o que é superior: o matrimônio ou o estado de virgindade consagrada?

Esta resposta Cristo já nos deu em Mt 19, 29, quando nos diz que “E todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos, terras ou casa receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna.”.

É cristalino no texto que Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, aconselha alguns a deixarem tudo, incluindo a mulher, para servi-lo. Este texto comprova o valor e a validação do celibato clerical. Mas nós podemos, e devemos, ir além.

O mesmo Cristo Jesus nos disse:

"Nem todos são capazes de compreender o sentido desta palavra, mas somente aqueles a quem foi dado. Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda" (Mt. 19, 11-12).

Cristo não pediu uma mutilação física, como também não incentivou ninguém a cegar-se para entrar no Reino de Deus (Mt 5, 29). Ao falar de eunucos Cristo dizia dos que, por amor ao Reino, renunciavam a vida marital. Tendo o próprio Cristo, Sacerdote por excelência, não se casado, faz bem os Sacerdotes o imitarem.

São Paulo também fala que o casamento era bom, mas afirma que permanecer como ele [em celibato] era melhor:

Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se” (I Cor 7, 8-9).

Vamos pela lógica. São Paulo diz que é bom permanecer solteiro os que estão solteiros. Mas se estes não conseguem viver o celibato que se casem. São Paulo fala de uma condição de vida (celibatário) que não deveria mudar, tanto que sua conclusão é: “É melhor casar do que abrasar-se”. Ora, se o celibato não fosse uma condição perpétua, não precisariam abrasar-se os celibatários, bastaria passar desta condição [celibatário] para aquela [casado], sem nenhum problema, vez que o casamento é bom.

É a luz deste trecho da carta aos coríntios que entendemos outros escritos de São Paulo:

Não sou eu livre? Não sou apóstolo? Não vi Jesus nosso Senhor? Não sois vós minha obra no Senhor? Se para outros não sou apóstolo, ao menos para vós o sou, porque vós sois no Senhor o selo do meu apostolado. Esta é a minha defesa contra os que me denigrem. Não temos nós porventura o direito de comer e beber? Acaso não temos nós direito de deixar que nos acompanhe uma esposa cristã, a exemplo dos outros apóstolos e dos irmãos do Senhor e de Cefas?” (I Cor 9, 1-5)

O que São Paulo quer dizer com “levar uma esposa cristã”? Ora, São Paulo se refere a uma irmã como mulher[1], ou uma celibatária. Nunca poderia ser uma esposa sua [de São Paulo], pois seria dizer que era, a mulher, sua amante, vez que ele se declarara solteiro pouco antes. O próprio direito de comer e de beber que ele invoca, é às custas da comunidade com doações, vez que na seqüência, no versículo 6 ele diz “Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar o trabalho?”. Novamente a lógica nos faz refletir: como Eles [São Paulo e Barnabé] poderiam trabalhar na evangelização sem a assistência da comunidade como apoio? Morreriam de fome não é? Logo São Paulo clama o direito de ter auxílio da comunidade e de mulheres que façam os afazeres.

Interessante lembrar aqui a cura da sogra de São Pedro. Esta quando curada põe-se a servi-los (Mc 1, 29-31). Novamente o raciocínio lógico nos questiona: se São Pedro realmente era casado, porque sua sogra, e não sua mulher, põe-se a servi-los? De fato São Pedro, provavelmente, já não tinha mulher.

E OS BISPOS? PODEM CASAR-SE?

Contudo, ainda fica um questionamento: por que São Paulo diz que os bispos devem ser casados?

Na carta a Timóteo São Paulo diz:

Eis uma coisa certa: quem aspira ao episcopado, saiba que está desejando uma função sublime. Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, esposo de uma única mulher, sóbrio, prudente, regrado no seu proceder, hospitaleiro, capaz de ensinar. Não deve ser dado a bebidas, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado; deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade. Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus? Não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demônio. Importa, outrossim, que goze de boa consideração por parte dos de fora, para que não se exponha ao desprezo e caia assim nas ciladas diabólica.” (I Tm 3, 1-7).

Em carta a Tito, São Paulo diz:

“Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei. (Devem ser escolhidos entre) quem seja irrepreensível, marido de uma mulher, tenha filhos fiéis e não acusados de má conduta ou insubordinação. Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso. Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente,  firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem” (Tt 1, 5-9).

E agora? O que quer dizer São Paulo?

A única coisa que ele quer dizer é que o bispo deve ter uma conduta irrepreensível, para que além de ensinar corretamente a doutrina de Cristo, possa servir de exemplo aos fiéis.

Devemos nos lembrar que no início do Cristianismo muitos pagãos se convertiam, e entre os mais velhos deles se escolhiam os Bispos.

São Paulo diz que os bispos devem se casar?

Reposta: Não. O que São Paulo diz e que, se casado, que seja apenas uma vez.

São Paulo diz que deve o Bispo ter uma família e uma casa?

Resposta: Também não. O que o Apóstolo diz então é que aqueles que forem casados, e que tiverem uma casa, sejam escolhidos levando em consideração a sabedoria com que governam suas casas, Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus?

Muito coerente a atitude de São Paulo, vez que normalmente os candidatos ao episcopado já eram casados antes mesmo de serem Cristãos. Não podemos esquecer que o casamento era, e ainda é, vocação natural para os Judeus na antiga aliança, para que, através do casamento e da geração da prole, tivessem parentesco com o Messias. Aqueles que não se casassem estariam explicitamente mostrando que não queriam ser parentes do Salvador prometido, o que seria um escândalo.

Não seria coerente que São Paulo advertisse que os candidatos ao episcopado tivessem se casado várias vezes (poderia acontecer. Lembre-se da discussão de Jesus a cerca da validade do divórcio em Mt 19, 3-9), e fossem péssimos administradores da sua casa.

Fontes:
Rocha, Luciano - A razão de nossa fé;
Site Veritatis Splendor - http://www.veritatis.com.br/;


[1] Tradução da Bíblia de Jerusalém;

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

... CRIADOR DO CÉU E DA TERRA ...

Continuando o pensamento sobre o Credo, a Luz do que ensina a Igreja Católica, temos a afirmativa de que Deus é Criador.
Quanto a este atributo de Deus já foi falado no texto passado, quando abordado a onipotência de Deus. Por isso nos ateremos ao fragmento todo.
O símbolo dos apóstolos afirma que Deus é o criador do céu e da terra, enquanto o simbolo niceno-constantinopolitano esmiúça: “... de todas as coisas visíveis e invisíveis”. Quanto a isso o Compêndio nos diz:
““No princípio Deus criou o céu e a terra” (Gênesis 1, 1). A Igreja, na sua profissão de fé, proclama que Deus é o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis: de todos os seres espirituais e materiais, isto é, dos anjos e do mundo visível, e em particular do homem”[1].
O termo “Céu e a terra” tem o significado de tudo.  Toda a criação foi feita por Deus, do nada. Sendo que:
1.       Terra - aqui ela é o mundo dos homens (Salmo 115[113B] 16[24]). O lugar das coisas “visíveis”;
2.       Céu - ou céus, indica:
2.1.    Lugar das coisas invisíveis;
2.2.    Lugar dos seres imateriais – anjos;
A TERRA, o lugar das coisas visíveis.
Deus criou o mundo por força da sua palavra. A Bíblia mostra a obra de criação de forma simbólica no relato das origens[2]. O mundo é feito por Ele em seis dias de trabalho, tendo descansado no sétimo (Genesis 1, 1-2, 4)[3].
“No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Genesis 1, 1). Dizer no princípio Deus criou é afirmar que antes dele nada havia. Apesar de parecer repetitivo, reforço isto pois extraímos daqui duas verdades:
1.       O mundo não surgiu de si mesmo;
2.       Antes do princípio não havia nada, tendo Deus criado tudo do nada;
Aqui entra outra verdade de fé que não abordarei agora, mas já adianto. Apesar de a criação ser atribuída ao Pai, este não tem exclusividade, vez que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são “o único e indivisível princípio da criação”[4].
A catequese católica aponta para a realidade de que cada criatura possui sua bondade e sua perfeição próprias vez que o Deus que cria diz que “tudo isto era bom”.
Pode passar imperceptível a maioria das pessoas, mas a Igreja, baseado nisto chama o homem a estar em harmonia com a natureza evitando o uso desordenado da criação que acarrete a degradação do meio ambiente.
Deus ama todas as suas criaturas[5] e aqui se reflete a dependência que temos do resto da criação. Poderíamos viver sem o sol? Sem as plantas ou os outros animais? A harmonia de todo este universo criado resulta em um equilíbrio na forma das leis da natureza, a qual descobrimos progressivamente[6].
São Francisco de Assis no Cântico das Criaturas louva a beleza infinita de Deus que se manifesta de forma reflexa na Sua criação
“Laudato sie, mi' Signore cum tucte le Tue creature”
(Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as tuas criaturas)[7]

essa manifestação reflexa não se dá pelo que a criatura é, mas por aquilo que ela faz, assim ele diz:
Especialmente o senhor irmão Sol, que clareia o dia e com sua LUZ nos alumia.
Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água, que é muito útil e humilde e preciosa e casta...
Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã, a mãe Terra, que nos sustenta e governa,e produz frutos diversos e coloridas flores e ervas.
Louvai e bendizei a meu Senhor, e dai-lhe graças, e servi-o com grande humildade.”[8]
O CÉU, o lugar das coisas invisíveis.
Esta realidade se dá nos anjos e sua condição espiritual, incorpórea, invisível e imortal[9].
Por se tratarem de seres espirituais, os anjos são dotados de INTELIGENCIA e VONTADE[10], e, ao contrário dos homens, não necessitam dos sentidos. Diz Santo Tomás de Aquino “Os anjos sendo substâncias puramente simples, são como que formas que não são limitadas e determinadas por qualquer matéria, mas possuem, pela sua única natureza específica, todas as suas determinações substanciais”[11].
Apesar de podermos dizer que o céu é o lugar da Igreja celeste, esta realidade da igreja se dará de forma espiritual assim como os anjos[12].  Quando a Igreja afirma em qual realidade se dará estas verdades ela implicitamente rechaça a TEOLOGIA A LIBERTAÇÃO.
Ocupando um lugar único da criação se encontra o homem que “Deus criou (...) à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher” (Genesis 1, 27).
O Homem une, na sua natureza, o mundo material e o mundo espiritual, vez que, fazendo parte da criação visível, tem a capacidade de CONHECER e AMAR seu criador[13]. Ele as une por que o Homem é “CORPORE ET ANIMA UNUS[14] - UNO DE ALMA E CORPO – e esta alma é espiritual.
É claro que nem todas as realidades humanas serão divinas.

Um abraço a todos
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem.
(Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.)


[1] Compêndio da Igreja Católica nº 59;
[2] Dizer "relato da criação" é correr o risco de afirmar que este trecho bíblico quer uma idéia mais ou menos exata de uma série de acontecimentos históricos;
[3] Inicialmente continuei o texto abordando as teorias sobre a literalidade, ou não do relato da criação. Após muito escrever percebi que fugiria da temática inicial do Credo. Mas a quem interessar saber, falarei novamente sobre o Genesis, em especial as contradições do capítulo 1 e 2, e suas explicações teológicas.
[4] Catecismo da Igreja Católica nº 316;
[5] Salmo 145[149], 9;
[6] Catecismo da Igreja Católica nº 341;
[7] http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2ntico_das_Criaturas
[8] Catecismo da Igreja Católica nº 344;
[9] São Lucas 20, 36;
[10] Catecismo da Igreja Católica nº 330;
[11] De Unitate Intelectus;
[12] Compêndio da Igreja Católica nº 60 c/c 209;
[13] Aspectos de sua ALMA ESPIRITUAL que desenvolveremos em momento oportuno;
[14] Gaudium et Spes (SOBRE A IGREJA NO MUNDO ATUAL) 14;

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CREIO EM DEUS PAI TODO PODEROSO ...


Durante a história da salvação a definição de Deus carrega uma dualidade extremamente contraditória. Deus é amor (Isaías 66, 13), mas vingativo (Êxodo 20, 5; Deuteronômio 5, 9) e até cruel (Isaías 14, 30). Talvez uma boa definição no Antigo testamento seja a do salmista que diz “Como um pai tem piedade de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem” (Salmo 102[103] 13).
Contudo, vemos, apesar disto, um desejo impar de contemplá-lo (Salmos 42[41], 3), mesmo que se ache impossível (Êxodo 33, 18-23) dado a sua grandiosidade e santidade(Gênesis 32, 30[31]).
Estas definições de Deus parecem ir de encontro a este trecho do Credo. Como pode Deus ser Pai se nem “podemos” contemplar sua face? Como pode um Pai ser, às vezes, tão distante?
Deus é Pai, inicialmente por que é Deus dos patriarcas, tanto que diz a Moisés na sarça ardente “Eu sou(...) o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”. Se demonstra um Deus presente, que sempre caminhou com o povo.
Aqui vislumbramos que apesar de ter sempre caminhado com o povo, Sua “personalidade” foi sendo conhecida aos poucos. Comparativamente o Deus que Cristo apresenta é muito diferente do Deus no antigo testamento, e muitas pessoas tem dificuldade de entender o por quê. Parece que Deus mudou quando, na verdade, passamos a “conhecê-lo” melhor. “Ao longo dos séculos, a fé de Israel pôde desenvolver e aprofundar as riquezas contidas na revelação do nome divino”[1].
Deus também é Pai quanto a sua ternura, compaixão e misericórdia (Carta aos Efésios 2, 4), que já era vislumbrada pelos profetas (Êxodo 34, 6). Deus ama Israel (amor que se estende a todos os povos) com um amor gratuito (Deuteronômio 4, 37; 7, 8; 10, 15), Eterno (Isaías 54, 8; Jeremias 31, 3). Novamente esta definição não se contradiz com o Deus cruel que mostrei no início do texto. Apenas corrobora que a percepção de Deus vai fazendo com que o vislumbremos melhor. São Paulo muito bem diz que “Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido”. Aliado a isso, temos João que não define o Pai como alguém que ama, mas como sendo essencialmente amor (I João 4, 8.16).
Também sabemos que temos Deus por Pai pois assim Cristo disse na oração do Pai Nosso (Mateus 6, 9).  Na autoridade de Verbo de Deus (João 1, 1), Cristo nos outorga o direito de chamar Deus de Pai.
Acima destas três definições, que não tem caráter de ser taxativas, esta a afirmativa de que “Deus é pai não somente enquanto Criador, mas é eternamente Pai em relação a seu Filho único, que só é eternamente Filho em relação a seu Pai: "Ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece O Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mateus 11, 27)”[2].
Não há como aprofundar na filiação de Cristo sem se interar na Santíssima Trindade. Isso nós faremos em um momento posterior.
Deus também é todo poderoso devido a sua onipotência. “Nós cremos que ela [a onipotência de Deus] é universal, pois Deus que criou tudo (Genesis 1, 1; João 1, 3), governa tudo e pode tudo, é também de amor, pois Deus é nosso Pai; e é misteriosa, pois somente a fé pode discerni-la, quando (a onipotência divina) "se manifesta na fraqueza" (2Cor 12,9)[3].
Sendo Deus Todo-poderoso “no céu e na terra” (Salmo 134[135], 6), Ele ordena todas as coisas segundo a sua vontade.  Em Deus a palavra CRIAÇÃO tem seu significado pleno, vez que só Ele cria do nada. Nós até podemos fazer um invento, mas não estaremos criando, tendo em vista termos que usar matéria prima para obtermos êxito. Na verdade nós adaptamos os materiais para a finalidade que almejamos.  Mas na filosofia[4] vemos a existência da CAUSA DAS CAUSAS NÃO CAUSADAS ou CAUSA INCAUSADA.
Basicamente é assim: Toda a Causa é anterior ao seu efeito. E isso é um fato irrefutável para a filosofia vez que podemos pensar em algo, mas esse algo terá que ter uma causa anterior. Dou como exemplo um resfriado causado pela chuva que é causada pela evaporação que é causada pelo Sol. Se paramos no Sol duas possibilidades ocorrem:
1-      O Sol sempre existiu (logo ele é causa de si mesmo);
2-      O Sol nem sempre existiu (teríamos que descobrir a causa da sua existência);
Se a ciência diz que tudo tem uma causa, ela irá se contradizer a si mesma se não afirmar que haja uma causa primeira.
Junto a esta teoria temos a teoria do SER NECESSÁRIO. O que não existe não começa a existir se não mediante outrem [que já exista]. Seguindo esta linha de raciocínio filosófico vislumbramos novamente duas possibilidades:
1-      Há um processo ad infinitum  de seres criadores;
2-      Há UM SER que tenha em SI MESMO a necessidade de existir, SEM RECEBÊ-LA DE OUTRO;
Este ser necessário, absoluto, é Deus que não pode deixar de existir ou mesmo deixar de ser Deus, sob a conseqüência de passar a ser contingente, dependente. Ele é o ser necessário em virtude do qual os seres contingentes tem existência. (quanto as 5 vias, deixo para aprofundar o tema em um momento posterior).
Não estou afirmando que a onipotência de Deus venha destes dois conceitos, apenas estou dando explicações racionais para a razão de se dizer que Deus é onipotente.
No credo o parágrafo é lido junto. Não temos alguém que é pai e é todo poderoso mais sim um PAI TODO PODEROSO conforme é dito no livro da sabedoria 11, 23[24]:
“TENDES COMPAIXÃO DE TODOS, PORQUE VÓS PODEIS TUDO”
Logo sua onipotência e paternidade iluminam-se mutuamente. E isto nos fará crer no restante do Credo que será ainda abordado.
Aqui, nós como igreja rezamos ao "Deus Todo-Poderoso e eterno" ("omnipotens sempiterne Deus..."), crendo firmemente que "nada é impossível a Deus" (Lucas 1, 37)[5]. Bem sabemos que muitas vezes Deus aparentemente não se manifesta, mas “Deus manifesta sua onipotência convertendo-nos dos nossos pecados e restabelecendo-nos em sua amizade pela graça ("Deus, qui omnipotentiam tuam parcendo maxime et miserando manifestas...  - O Deus, que manifestais o vosso poder sobretudo na misericórdia")[6].

Até a próxima
A Paz de Cristo que é a nossa Paz.





[1] Catecismo da Igreja Católica nº 212;
[2] Catecismo da Igreja Católica nº 240;
[3] Catecismo da Igreja Católica nº 268;
[4] A CAUSA INCAUSADA e O SER NECESSÁRIO são duas das 5 vias da prova da existência de Deus de Santo Tomás de Aquino. Esse pensamento filosófico já tem início em Sócrates e Aristóteles;
[5] Catecismo da Igreja Católica nº 276;
[6] MISSAL ROMANO coleta do 26º domingo;

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Eu Creio ...

Este Símbolo [o Credo] é o selo espiritual, a meditação do nosso coração e o guardião sempre presente; ele é, seguramente, o tesouro da nossa alma”.
(Santo Ambrósio (340´397), bispo de Milão e doutor da Igreja)

No dia 11 de janeiro a liturgia nos apresentou o batismo de Jesus (Isaías 42, 1-4.6-7; Salmo 28[29]; Atos 10, 34-38; Lucas 3, 15-16.21-22). Ao apresentar este batismo a liturgia nos faz refletir nosso próprio batismo na profissão de fé, onde renovamos os compromissos batismais.

Quando Deus revela-se ao homem, lhe dá a oportunidade de acolhê-Lo e tributar-Lhe toda a sua fé. A profissão de fé de todos os cristãos é feita na primeira pessoa do singular: “Creio”. Porque, no seio da comunidade, cada pessoa tem sua própria história com Deus. Ninguém pode dizer por outro: Creio.

Interessante que o compromisso batismal é baseado em renuncias (as três primeiras partes) e no credo.

Mas, inicialmente, o que é o credo?

Credo é a síntese da fé cristã. Esta síntese chama-se “profissão de fé” pois nela se condensa tudo o que os cristãos professam. Tanto que o catecismo da Igreja católica no seu número 185 assevera que “Quem diz “Creio” afirma: “dou a minha adesão àquilo em que nós cremos””.

O nome “credo” vem da primeira palavra com a qual, normalmente começam, qual seja “creio”. Ele tem também como denominação “símbolo da fé”.

Símbolo aqui não no sentido de uma figura ou imagem que representa algo abstrato. Mas do grego “symbolon” que significa a metade de um objeto quebrado, a ser apresentado como sinal de reconhecimento .

Li no livro PORTÕES DE FOGO que os espartanos usavam algo bem parecido quando iam para a guerra. Traçavam seus nomes ou sinais em um bracelete improvisado, feito de galhos, que chamavam de “etiquetas”, e identificaria os corpos, caso muito mutilados. Cada símbolo partido significava um guerreiro. Assim saberiam quem voltou e quem morreu. Uma metade não era nada, e significava, na melhor das hipóteses um desaparecido, mas geralmente era sinal de morte.

O Credo também é partido, quebrado:

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu.

Creio no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado.

Dividido em três partes, o símbolo só tem lugar quando devolvido ao seu estado original. Não basta crer só no Pai, nem só no Filho ou no Espírito Santo. Também não adianta crer mais em um que nos outros.

Também estamos partidos se nossa crença não está pautada aqui na profissão de fé cristã, o Símbolo dos Apóstolos.

Interessante contradição. Disse [e é verdade] que a profissão de fé é feita na primeira pessoa do singular. Mas também deixei claro que eu não creio em qualquer coisa, mas naquilo que a Igreja crê. Note que também estou partido e só sou cristão quando unido a comunidade.

Eu creio naquilo que a comunidade crê, naquilo que os apóstolos passaram, naquilo que Cristo ensinou.

Daqui se absorve a última parte do credo na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos, na vida eterna.

E você? Está em consonância a crença da Igreja ou você se acha católico? Em que você crê?

Não se esqueça que o símbolo partido pode significa a morte.

Amém?